sábado, 27 de junho de 2015

E a falta de amor

Ele decidiu quem queria ser
Como queria viver
Usou do direito que lhe foi dado
Que é dado a todos

Mas alguém achou que ele estava errado
Que a vida dele era errada
Então o machucou

Não só  ele
Mas a família inteira
Os amigos
Os amigos de amigos

E por isso ficou

Por causa de um que o achou errado
Ele se foi

E esse um continua livre
Vivendo sua vida "certa"

Enquanto o errado ficou pra trás
Jogado no meio da estrada
Com o corpo cheio marcas
Da intolerância
E da falta de amor

Por ser Maria

E se foi mais uma Maria
Vítima da natureza
Por ter nascido bonita
Vítima de ser o que é

Por fazer o que gosta
Por usar o que gosta
Por ser quem era
Por não ter os mesmos direitos

Por viver a vida
Maria a perdeu

Por ser Maria

Coisas que se faz desde criança

Tive inspiração pra escrever essa postagem hoje, no café da manhã. 

Enquanto mergulhava o pão no café pensei: caramba, eu tenho 22 anos e ainda faço isso.
Assim, deduzi que mais pessoas também ainda fazem as mesmas coisas de quando era criança.
Resolvi perguntar a eles e pedir a autorização pra postar aqui no blog.

E como resultado? Vieram as mais diversas e engraçadas:

“Eu tenho mania de deitar pra dormir com a testa colada na parede.”
“Eu tenho mania de ir no restaurante e pedir sempre comida, a sobremesa e comida de novo.”
“Não chupo chiclete dentro de casa.”
“Estalo todos os ossos do corpo”
“Ficar fazendo barulho com a boca (igual ao Burro de Shrek) só pra perturbar os outros”
“Batucar sempre que ouço uma música que gosto.”
“Quando ando, não piso nas linhas que dividem o piso.”
“Também tenho mania de morder a parte de dentro da boca.”
“Tenho mania de bater a perna.”
“Nunca durmo de costas à porta”
“Gosto de comer coisas em triplicata, 3 laranjas, 3 balas, 3 bombons, 3 colheradas de arroz kkk”
“Ainda amo sapos, e compro pelúcia deles sempre que posso.”
“Não durmo com os pés descobertos.”
“Resolvo qualquer dilema com jokenpo”
“Não durmo de costas para a porta, nunca, JAMAIS!”
“SÓ durmo com o travesseiro no meu pé, nunca na cabeça, odeio.”
“Dormir no escuro? Jamais!”
“Tenho mania de roer as unhas.”
“Durmo com fraldinha ao lado do travesseiro.”
“Todas as noites, rezo a mesma oração que criei quando criança.”
“Minha comida não pode se tocar.”
“Faço xixi antes de dormir, hábito que na época foi criado pra evitar xixi na cama.”
“Sempre durmo de conchinha”
“Quando vou dormir, tem que ter algo do meu lado na cama, seja um travesseiro ou um ursinho de pelúcia.”
“Ler gibi numa ordem de personagens.”
“Dormir abraçada com o travesseiro”
“Mania de dormir com roupa larga ou maior, pq é mais confortável.”
“Durmo com um travesseirinho... kkk mania minha desde criança, tenho que dormir abraçada com algo.”
“Falar sozinho.”
“Cantar e dançar RBD até hoje kkkk” Eu entendo, afinal RBD é RBD Haha!
"Não durmo com portas ou janelas abertas, não consigo!"

E aí, gostaram? Tem cada uma sem noção (tipo a da triplicata)!

Gostaria de agradecer a todos amigos que me ajudaram com essa postagem. Sem eles, eu teria procurado na internet e colocado dados de desconhecidos aqui. xD

Essa foi pro pessoal dos grupos: FTEL, Consultório Coffee e o outro que eu prefiro não mencionar o nome, pois aquelas quengas são depravadas demais.

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Torcendo pelo dia em que o raro se tornará comum

Com este tema eu me inspirei pra escrever hoje ao ver uma reportagem que dizia o seguinte: Escola no Recife adota cães para que os alunos aprendam sobre respeito e cuidado.

A atitude e a metodologia que estão usando é fantástica. Sem aquelas coisas de só dizer o que fazer, eles estão fazendo acontecer aquilo que eles ensinam nas salas de aula.
Agora, qual o motivo disso ser tão destacado em noticiários se todos devem fazer isso todos os dias?

As pessoas se esqueceram do que é o “fazer o bem sem olhar a quem” do “amai ao próximo como a ti mesmo”.

E ações assim se tornam extraordinárias, e são.

Mas imaginem como seria se todos fizessem...

Uma reportagem sobre algo diferente seria uma reportagem sobre um modo de vida.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Oh, Lóris =/

Como sempre, todos os dias me deparo com algo revoltante, principalmente por atos de humanos contra os animais.

Hoje, me foi exposta a história de Lóris, o único primata venenoso.
Embora venenoso, ele é muito fofo. Vídeos dele no youtube mostram o quanto ele é fofinho.

Mas o problema é que, o ser humano não consegue ver algo bonito e deixá-lo na natureza do jeito que deve ser.

Sabe o que estão fazendo com esses primatas?

Lhe tirando os dentes, por onde expelem o veneno para que possam ser comercializados.

Fora que são usados para outras coisas nas cidades próximas ao local em que vivem.

Para saber mais: http://viajeaqui.abril.com.br/national-geographic/blog/curiosidade-animal/loris-primata-venenoso-ameacado-de-extincao-trafico-de-animais-videos-no-youtube/

http://www.int-res.com/articles/esr_oa/n023p205.pdf

Até quando?

Estive calada por todo esse tempo quanto ao caso da aluna de biomedicina da UFPE que morreu em um acidente de ônibus.
Sim, existe agora o chamado acidente de ônibus.
Ela foi arremessada do ônibus quando ele abriu a porta em movimento. Ela caiu, foi socorrida, mas morreu.

Jovem demais, talvez com coisas importantes para se fazer, se foi.

Depois do caso dessa garota, veio um caso com um aluno na UFRPE, que ia subir no ônibus, quando o motorista saiu sem que ele tivesse subido, acabou sendo jogado longe do veículo também.

Fico me perguntando até quando isso vai acontecer, quantos estudantes universitários morrerão em tragédias como essas.

A sistemática que vivemos é ruim, essas tragédias foram prova disso.
Como sempre, os que necessitam do serviço público sofrendo as consequências das falhas dele.

Enquanto o filho do rico anda de carro para todos os lados, o filho do pobre deixa sua vida em uma parada de ônibus.

Até quando?

domingo, 14 de junho de 2015

O mesmo de sempre

Era ele lá novamente.
O mesmo jeito, a mesma bolsa de anos atrás.
O mesmo tamanho, eu acho.

E eu, mesmo depois de anos, tendo a mesma reação, a mesma ansiedade, felicidade e aflição ao mesmo tempo.
Afinal, assim como ele, eu ainda era a mesma de antes.
O mesmo jeito, a mesma bolsa.
As mesmas idiotices de quando tinha 17 anos.

Por que não basta ser loucamente apaixonada pelo mesmo cara há anos, tem que encontrar ele nas mesmas situações que nos levaram a encontros mágicos.

Ele me vê e sorri, e eu tento não falhar as passadas e cair de cara no chão. Sorrio como sempre fiz e chego em frente a ele para abraçá-lo.



E é apenas isso. O mesmo de sempre.